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    Teste de Estanqueidade, Laudo, Ensaio, Teste de Pressão em Rede de Gás ou GLP

      Teste em rede de gás GLP
      Teste em rede de gás GLP

      Com gás não se brinca; Gás Combustível é coisa séria; portanto é muito importante nas edificações residenciais, comerciais e industriais que se utilizam de redes canalizadas de gases combustíveis; realizar periodicamente inspeções técnicas e a realização de testes de estanqueidade, a fim de conferir a pressão das instalações; minimizando os riscos de explosões e incêndios; Para as empresas que necessitem do AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, também é necessária a realização destes Testes para aprovação dos órgãos responsáveis.

      Exemplos de Testes de Estanqueidade:

      Um exemplo clássico é o pneu do carro. Se houver algum furo no mesmo, o ar contido nele irá escapar e o pneu murcha, perdendo a sua funcionalidade. As indústrias fabricantes de produtos manufaturados, como autopeças, eletrodomésticos, metais sanitários, componentes eletrônicos, entre outras, efetuam o teste de estanqueidade em seus produtos com o fim de assegurar a qualidade aos seus clientes. Para isto, utilizam-se de recursos como teste de imersão (famoso teste do borracheiro), onde injeta-se o ar dentro da peça em teste, imersa em algum líquido, e verifica-se o surgimento (ou não) de bolhas de ar que venham a vazar da peça.

      Importância do Teste de Estanque Periodicamente

      Embora não exatamente na origem, outra forma menos generativa e sim quantitativa é medir a queda de pressão dentro da peça: injetando ar e medindo através de transdutores de pressão eletrônicos ou mecânicos a variação (queda) da pressão após confinar o ar dentro da peça. Quando utilizam-se sensores eletrônicos, pode-se utilizar o método de “Queda de pressão” (Pressure Decay) e e o método “Diferencial”, sendo o primeiro mais barato porém menos preciso.

      Métodos mais avançados consistem em medir a vazão direta do ar (ou outro gás), de forma a dimensionar precisamente o furo, trinca ou porosidade que a peça possui. Estes métodos utilizam medidores de vazão mássica ou volumétrica.

      Com exceção do teste de imersão na água ou espuma de sabão, os métodos eletrônicos conhecidos apenas detectam se está ocorrendo ou não algum vazamento, não identificando a origem porém eventualmente e dependendo do aparelho, o tipo de gás misturado no ambiente.

      Alguns exemplos destes dispositivos (cheiradores) são os detectores de Hélio, GLP, gás refrigerante (R-410A, R-2, R-12, R-22, R134A) entre outros.

      Os sistemas que operam com gás GLP (Gas Liquefeito de Petróleo) e GN (Gás Natural deve passar por TESTES DE PRESSÃO para verificação de vazamentos na época de sua instalação e posteriormente nos períodos de manutenção que são definidos por um profissional habilitado e/ou órgãos competentes (Corpo de Bombeiros).

      As inspeções periódicas verificam a condição na qual as redes foram instaladas, o material que foi utilizado, o tempo da instalação e a última manutenção.

      Quem pode realizar os Testes de Estanqueidade?

      Os Testes de Estanqueidade devem ser realizados somente por empresas especializadas e de comprovada experiência, que possuam em seu quadro de colaboradores, profissionais habilitados, qualificados tecnicamente e devidamente treinados nas normas de segurança e boas práticas de engenharia, a empresa e seu profissional responsável técnico deve possuir registro ou visto ativo no CREA de sua jurisdição e estar em dia com sua anuidade. Conforme determina a Lei 5.194/1966 – “Art. 63 – Os profissionais e pessoas jurídicas registradas de conformidade com o que preceitua a presente lei são obrigados ao pagamento de uma anuidade ao Conselho Regional cuja jurisdição pertencerem”. A empresa deve possuir Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, cujo Objeto Social e CNAE – Código Nacional de Atividade Econômica, seja compatível com a atividade de Testes de Pressão, Análises Técnicas e Inspeções. Sempre exigir a emissão da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, antes do início dos trabalhos.

      O que é Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)?

      A ART é um instrumento legal, necessário à fiscalização das atividades técnico-profissionais, nos diversos empreendimentos sociais.

      De acordo com o Artigo 3º da Resolução nº 1025/2009, do Confea, “Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços referentes à Engenharia, Arquitetura e Agronomia fica sujeito a “Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)”, no Conselho Regional em cuja jurisdição for exercida a respectiva atividade”.

      Instituída também pela Lei Federal nº 6496/1977, a ART caracteriza legalmente os direitos e obrigações entre profissionais e usuários de seus serviços técnicos, além de determinar a responsabilidade profissional por eventuais defeitos ou erros técnicos.

      A ART é importante pois garante os direitos autorais, comprova a existência de um contrato, até mesmo nos casos em que tenha sido realizado de forma verbal e garante o direito à remuneração na medida em que se torna um comprovante da prestação de um serviço.

      É na ART que se define os limites da responsabilidade, ou seja, o profissional responde apenas pelas atividades técnicas que executou.

      Todos os serviços registrados no CREA sob a forma de ART irão compor o ACERVO TÉCNICO do profissional, que serve ainda como documento comprobatório, para efeito de aposentadoria especial.

      As principais normas que definem os procedimentos de ART são: Lei Federal nº 6496/1977 e 12.514/2011 e Resoluções 1025/2009 e 1.043/2012.

      Qual o Objetivo do Teste de Estanqueidade?

      Os testes têm como objetivo detectar as condições de estanqueidade das redes de Gás LP e GN, esse serviço segue as Normas ABNT e instruções técnicas do Corpo de Bombeiros.

      O que é Teste de Estanqueidade de Rede Canalizada para gases combustíveis?

      Este é definido como o conjunto de atividades / processo que assegura que os sistemas e componentes de uma instalação para gases são projetados, instalados; testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos técnicos operacionais, ele pode ser aplicado tanto a novas instalações quanto a instalações e sistemas existentes que passaram ou não por processos de manutenções ou reformas, ampliações de pontos de consumo; de novas instalações, alterações ou ajustes.

      Existem Normas referenciadas para Testes de Estanqueidade?

      No âmbito das Normas de redes internas de gases combustíveis, a realização dos Testes de Estanqueidade se ocupa em definir requisitos e critérios para realização da inspeção da rede, particularmente quanto à sua estanqueidade; bem como para a admissão do gás combustível. Esses procedimentos são tratados através de cinco tópicos distintos, a saber:
      • Ensaio de estanqueidade.
      • Comissionamento;
      • De-comissionamento;
      • Purga do ar com injeção de gás inerte;
      • Admissão de gás combustível na rede.

      Normas Técnicas de Referência:

      • ABNT NBR 15358 Redes de distribuição para gases combustíveis em instalações comerciais e industriais – Projeto e Execução;
      • ABNT NBR 13523 Central de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP;
      • ABNT NBR 15526, Redes de distribuição Interna para Gases Combustíveis em Instalações Residenciais e Comerciais Projeto e Execução;
      • ABNT NBR 14024 Central de Gás Liquefeito de Petróleo GLP, Sistema de Abastecimento a Granel;
      • IT – Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros Estado de São Paulo;
      • RIP CONGAS.

      Qual a validade do Teste de Estanqueidade?

      Este teste deve ser realizado periodicamente a cada 12 meses.

      “Teste de Estanqueidade exigido pelo Corpo de Bombeiros é fundamental para a sua segurança.”

      Vantagens de se fazer o Teste de Estanqueidade:
      • Atendimento a requisitos legais;
      • Obtenção de relatório de inspeção e conformidade técnica;
      • Laudo de estanqueidade;
      • Anotação de responsabilidade técnica (ART);
      • Comprovação da estanqueidade do sistema de gases combustíveis;
      • Prevenção de vazamento de gases combustíveis;
      • Minimizar riscos de incêndio e explosões;
      • Ferramenta de comprovação de conformidade em auditorias ambientais internas e externas (ISO 14001) e de saúde e segurança ocupacional (OHSAS 18001);
      • AVCB, licenças e alvarás de funcionamentos;
      • Redução de custo nas apólices de seguro;
      • Evidência técnica e legal de que a empresa está comprometida com a segurança, qualidade e meio ambiente.

      Cuidados ao Contratar uma Empresa para Realização de Teste de Estanqueidade:

      • Consulte sempre três ou quatro empresas, de preferência indicadas por amigo, síndicos, administradores e condôminos satisfeitos;
      • Tenha a mesma cautela, pesquise o nome dos sócios, veja se há ações criminais ou civis contra eles;
      • Peça à empresa as Certidões dos Distribuidores de Processos Cíveis, Criminais e Trabalhistas, tanto da pessoa jurídica como dos sócios ou proprietários das empresas de prestação de serviços;
      • Peça uma lista de Clientes e, se possível, visite alguns;
      • Conheça a empresa pessoalmente antes de contratá-la;
      • Desconfie de honorários e valores muito baixos;
      • Verifique com quais bancos a empresa trabalha e quem são os seus sócios;
      • Dê preferência a empresas que têm sede própria e que estejam no mercado a pelo menos cinco (05) anos;
      • Solicite a emissão da ART, antes do inicio dos trabalhos;
      • Verifique se a empresa prestadora dos serviços é inscrita no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA;
      • Caso haja problema, recorra ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA., caso o profissional ou a empresa sejam lá registrados;
      • Órgãos de defesa do consumidor também podem ajudar. Confira o site do PROCON-SP;
      • Sempre elabore um Contrato de Prestação de Serviços;
      • Vincular a forma de pagamento à realização do serviço; se o serviço for pequeno, estipular o pagamento após a entrega e sem sinal;
      • Estipular quantos e quais funcionários da empresa contratada serão alocados para sua realização prazo de conclusão e multa por dia de atraso;
      • Especificar o preço para cada produto fornecido e mão-de-obra;
      • Em alguns casos, principalmente no das obras de grande vulto, é importante ter um orçamento em anexo;
      • O contrato deve estipular as condições de pagamento;
      • O prazo e condições da garantia dos serviços e produtos envolvidos também devem constar em contrato;
      • Faça novo contrato se alguma condição mudar: algumas empresas desonestas anunciam um preço para o orçamento ser aprovado em assembleia, e depois aumentam-no, alegando que determinado item não havia sido previsto;
      • Dependendo da periculosidade do serviço, é aconselhável fazer um seguro contra acidentes ou de vida dos funcionários ou um Seguro de responsabilidade Civil;
      • Aferir em contrato que os funcionários sejam devidamente registrados. Há riscos de reclamações trabalhistas, citando o CONTRATANTE como corresponsável;
      • Faça constar do contrato um memorial descritivo do serviço, ou seja, o que será feito, como será feito e quem paga o que;
      • Qualquer contratação exige uma consulta a clientes para medir o nível de satisfação em relação aos serviços prestados pela empresa;
      • É importante visitar a sede da empresa e sentir se a estrutura é compatível com a responsabilidade e o tamanho da obra;
      • É aconselhável fazer de três a cinco cotações pelo menos, dependendo do tamanho da obra ou do serviço;
      • A idade da empresa é fator importante; o tempo de atuação no mercado deve contar como fator positivo na hora da escolha;
      • Levantar a ficha cadastral completa da empresa (certidões negativas de INSS, FGTS, Receita Federal e órgãos de classe);
      • Algumas entidades, como o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura)e o CRA (Conselho Regional de Administração) possuem serviços de consultas a empresas registradas via internet;
      • Quando uma empresa tradicional no mercado tem alguma restrição, é importante verificar a natureza desta; é normal que uma empresa com muito tempo no mercado tenha um ou outro problema trabalhista com um funcionário ou outro de pequena ordem; cabe ao CONTRATANTE julgar a dimensão da restrição e se isso pode atrapalhar na hora da execução do serviço;
      • Verificar ainda o contrato social da empresa e fazer buscas em cartórios de registros de títulos e no Serasa para ver se não há títulos protestados contra a empresa a ser contratada;
      • Em contrato, estipular pagamentos de forma parcelada e de acordo com a entrega de cada serviço ou material, ou seja, efetuar o pagamento por medição conforme o andamento da obra;
      • Sempre exigir nota fiscal;
      • Especificar os impostos a serem pagos na planilha de custos da obra ou serviço para evitar conflitos entre o condomínio e a prestadora de serviço;
      • Fique atento a preços muito baixos, pois estes quase sempre não incluem os encargos fiscais.

      Procedimentos Preliminares para Realização do Teste de Estanqueidade:

      Antes de se iniciar o teste de pressão de qualquer sistema de tubulação, deve ser realizado um exame visual de todas as linhas que compõem o sistema, observando-se, no mínimo, os seguintes pontos:

      1. Conformidade com o projeto;
      2. Acabamento externo quanto a respingos de soldas provisórias, escorias de eletrodos e outros defeitos;
      3. Os locais de ancoragem e guias, das linhas de aquecimento soldadas à linha principal;
      4. As soldas dos suportes, para verificar a ausência de defeitos na linha principal;
      5. O sistema de tubulação deve ser inspecionado quanto à execução da limpeza;
      6. Deve ser verificado se todas as juntas de vedação provisórias foram substituídas pelas definitivas especificadas pelo projeto.

      Preliminares do Teste de Pressão

      Antes de se iniciar o teste de pressão de qualquer sistema de tubulação, deve ser realizado um exame visual de todas as linhas que compõem o sistema, observando-se, no mínimo, os seguintes pontos:

      1. Antes da execução dos testes devem ser adotadas as necessárias medidas de segurança, principalmente naqueles lugares em que por sua localização, represente em caso de falha, perigo para o pessoal ou para as instalações adjacentes;
      2. Antes do teste devem ser removidos os seguintes equipamentos e acessórios: purgadores, separadores de linha, instrumentos, controladores pneumáticos, e todos os dispositivos que causem restrição ao fluxo. Os discos de ruptura, válvulas de segurança, e de alivio devem ser isoladas do sistema. Todas as partes retiradas devem ser substituídas por peças provisórias onde necessárias;
      3. Nos limites de teste, o fluido de teste deve ser bloqueado através de flange cego, raquete, tampão, chapa de bloqueio ou bujão;
      4. As ligações existentes nos limites do sistema, bem como aquelas situadas na entrada de equipamentos, devem ser verificadas durante a pré-operação;
      5. Todas as válvulas devem estar sujeitas ao teste de pressão, inclusive a de bloqueio situadas nos limites do sistema, devem ser raquetadas no flange a jusante dos itens;
      6. No teste de pressão é verificada a ligação da válvula com a linha, o corpo e o engaxetamento. Válvulas de controle não devem estar incluídas no sistema de teste de pressão;
      7. As válvulas de retenção devem ser pressurizadas no sentido da abertura; se isto não for possível, deve-se travar a parte móvel na posição aberta; Todas as outras válvulas devem ser mantidas na posição aberta;
      8. Todas as partes estruturais (suporte, pendurais, guias, batentes e ancoras) devem ser ligadas ao sistema de tubulação antes do teste de pressão;
      9. Deve-se fazer uma inspeção de todo o sistema de suportes das tubulações para se avaliar previamente o seu comportamento quando da aplicação do fluido de teste, por ser freqüentemente mais pesado que o fluido circulante;
      10. Devem ser instalados, no mínimo, 02 manômetros sendo um no ponto mais alto, e o outro no ponto de menor elevação do sistema;
      11. Devem ser usados manômetros adequados à pressão de teste de tal forma que a leitura esteja entre 1/3 e 2/3 da escala que as divisões sejam no máximo de 5% da pressão de teste, com mostrador de diâmetro mínimo igual a 75 mm. Os manômetros devem estar em perfeitas condições, testados e aferidos a cada 03 meses;
      12. Em tubulações novas todas as juntas devem ser deixadas expostas, sem isolamento, revestimento ou pintura, para exame durante o teste.

      Fonte: BM Industrial

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